Resenha|Até você chegar – Judith McNaught

                                                                            Sinopse

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Professora em uma escola para damas da alta sociedade, Sheridan Bromleigh é contratada para acompanhar uma das estudantes, Charise Lancaster, até a Inglaterra, onde encontrará seu noivo. Quando a jovem sob sua responsabilidade foge com um estranho, Sheridan questiona-se como explicará isso ao pretendente, Lorde Burleton.
Stephen Westmoreland, o Conde de Langford, presume que a jovem vindo em sua direção é Charise Lancaster, e a informa sobre sua participação no acidente fatal envolvendo Lorde Burleton na noite anterior. No momento em que iria explicar o mal-entendido, Sheridan também sofre um acidente e fica inconsciente.
Ela acorda na mansão de Westmoreland, sem lembrar quem é. A única pista sobre seu passado é o estranho fato de todos a chamarem de miss Lancaster. Tudo o que ela realmente sabe é que está apaixonada por um belo conde inglês, e que sua vida está repleta de maravilhosas possibilidades…


Olá queridos leitores do meu coração! Tudo beleza com vocês?

Sheridan é uma personagem bem romântica que acredita no príncipe maravilhoso que vai se declarar para ela um dia, mas é claro que ela mantém essas fantasias apenas na sua cabeça. Ela trabalha como professora para ajudar damas a se portarem da melhor forma, e sua vida mudará drasticamente quando em uma viagem for acompanhar Charise Lancaster, uma garota mimada que sempre faz o que quer, até mesmo fugir com outro homem exatamente no caminho da viagem que ela e sua professora faria para conhecer o futuro marido de Charise, e em seguida se casar. Agora o que Sheridan vai fazer se a noiva do Barão Burleton fugiu? E ainda por cima, com outro!

“O conde vi o perigo e correu para ela mas já era tarde: A rede se rompeu de vez, e o caixote bateu na cabeça de Sheridan, derrubando-a de bruços sobre o cais”

O que poderia ficar pior, do que ficar sem emprego e sem referências? Claro que seria ela perder a memória e pior, não saber nem mesmo o seu próprio nome. Foi exatamente isso que aconteceu com Sheridan. Ela não sabe o próprio nome, nem se lembra da sua vida, assim que acorda em uma casa, sendo cuidada por um médico e por um conde muito bonito que fizera questão de demonstrar que era o seu noivo. Como ela poderia duvidar que não era, quando suas ações demonstrava o contrário não é mesmo?

O conde Stephen Westmoreland só queria avisar a viúva que matou o marido dela acidentalmente quando de repente um caixote solta da rede no cais, e derruba  a “suposta” noiva do barão no chão provocando um acidente cerebral a ponto de deixá-la sem memória. Agora ele só precisa ajuda-la a encontrar outro noivo e deixá-la bem amparada, já que ele foi o culpado por matar o “amor” da vida dela.

“Tinha muito sorte, pois seu noivo não só era um lindo homem, como também parecia ser muito rico. Uma vez que ficara com ela a noite inteira, dormindo naquela desconfortável posição sem largar a mão, devia amá-la de verdade”.

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Mas nem tudo será como o planejado e ele fará de tudo para não desejar aquela mulher, que ele tirou de outro homem, destruindo sua vida, claro que ele imagina, que ela apenas se lembrará quando recuperará a memória. Será uma história onde misturará intrigas, meias verdades e relapsos da antiga vida de Sheridan que deixará o leitor ansiando pelo “Grand Finale” que ela descobrirá que não é Charise.

“Aquilo era um beijo, compreendeu ela. Era um beijo, e Stephan percebeu que Sherry sabia disso, que sentia o beijo. Sem que percebesse o que fazia, sua mão moveu-se e procurou a dele, como no dia em que recuperara a consciência”.

Judith McNaught é um autora incrivelmente talentosa, e faz questão de deixar nós leitores obcecados pela história e pelos personagens. A história nos deixa sem fôlego, sem ar… Stephen é um personagem que nos deixa louca e depois nos traz a lucidez. Eu fiquei com vontade de gritar e bater nele, até entender depois que não tinha como bater “fisicamente falando kkkk”, mas ele nos tira do sério. Sheridan é uma personagem forte que soube lutar por aquilo que queria e me surpreendeu muito. 

Até você chegar é um livro feito para nós leitores chorar, gritar e ansiar por uma continuação. Eu amei conhecer a história de Stephen e Sheridan, e apesar dos maus bocados, eu fiquei imensamente feliz de conhecer personagens tão distintos que se conheceram devido a um encontro bem improvável. Eu com certeza recomendo.

“Não permitiria que aqueles convencidos aristocratas ingleses a torturassem por causa de um doentio desejo de vingança”.

Resenha|Um cavalheiro a bordo – Julia Quinn (Os Rokesbys #3)

                                                               Sinopse

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Ela estava no lugar errado…

Durante um passeio pela costa, a independente e aventureira Poppy Bridgerton fica agradavelmente surpresa ao descobrir um esconderijo de contrabandistas dentro de uma caverna.

Mas seu deleite se transforma em desespero quando dois piratas a sequestram e a levam a bordo de seu navio, deixando-a amarrada e amordaçada na cama do capitão.

Ele a encontrou na hora errada…

Conhecido entre a alta sociedade como um cafajeste e um corsário inconsequente, o capitão Andrew James Rokesby na verdade transporta bens e documentos para o governo britânico. No meio de uma viagem, ele fica assombrado ao encontrar uma mulher na sua cabine. Sem duvida sua imaginaçao esta lhe pregando pecas. Mas, não, ela e bastante real – e sua missao para com a Coroa o deixa preso a ela.

Sera que dois erros podem acabar no acerto mais maravilhoso de todos?

Quando Andrew descobre que Poppy e uma Bridgerton, entende que provavelmente terá que se casar com ela para evitar um escândalo. Em alto-mar, as disputas verbais entre os dois logo dão lugar a uma inebriante paixão. Mas depois que o segredo de Andrew for revelado, sera que ele conseguira conquistar o coração dela?


Olá leitores lindos! Como vocês estão, tudo beleza?

Um cavalheiro a bordo é o terceiro livro lançado pela Julia Quinn da linhagem Os Rokesbys, onde nós tivemos o prazer de conhecer a história do sarcástico e muitas das vezes considerado inconsequente, Andrew. Uma história intercalada pelo ponto de vista tanto de Andrew quanto de Poppy, que nem imaginaria que pudesse conhecê-lo de uma maneira tão surpresa quanto inusitada.

Todos nós sabemos que a Família dos Rokesbys e dos Bridgertons  sempre foram muito próximas e que  ambas famílias ficariam muito felizes se um se apaixonasse pelo outro e a união fosse pelo sangue. Poppy fica irritada e querendo matar alguém quando ao descobrir uma caverna que não seria vista por qualquer um, caso Poppy não fosse tão curiosa, ser encontrada, amarrada, colocada em um saco e jogada na cama de uma pessoa que ela nunca viu, e ainda por cima dentro de um navio que já estava zarpando.

“Andrew era o comandante inquestionável do navio e não havia a bordo um único homem que se atrevesse a contrariar uma ordem dele – também não havia a bordo um único homem que quisesse contrariá-lo”.

Ao descobrir uma mulher jogada em sua cama, na sua cabine, tudo o que Andrew faz é pedir explicações aos seus homens que trabalhavam em sua tripulação e de uma coisa Andrew tem certeza, não pode deixá-la voltar pois a caverna que ela descobriu tem certas coisas que não podem ser encontradas já que faz parte do trabalho que presta a coroa.

Andrew percebe que a única maneira dela não contar nada a ninguém é deixá-la viajar com eles por duas semanas e depois na volta tirassem tudo que colocaram naquela caverna e enviassem para outro lugar. Será uma semana divertida com respostas atrevidas e espirituosas com questões filosóficas onde somente um entende o outro, claro que só vão perceber isso com o tempo.

“Ela o encarou, sustentado o olhar. Estava fazendo questão de se mostrar tão blasé quanto ele. E, se não conseguisse, morreria tentando”.

A situação em que se encontravam até poderia ser melhor, caso Andrew não soubesse que ela era uma Bridgerton, ou seja, caso fosse descoberto que estavam zarpando em um navio praticamente sozinhos e a tanto tempo, na certa seria obrigado a se casar com ela. Um ponto ao seu favor: Ela não sabe que ele é um Rokesbys.

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Esse livro também nos faz refletir sobre tamanho conhecimento que somente os homens tinham o direito de adquirir como fazer faculdade e as mulheres não, o que me fez pensar no que Poppy disse no livro, com certeza, se as mulheres tivessem esse direito seriam mais inteligentes e possuiriam mais poder que os homens, o que naquela época era inaceitável.

“À noite. Com certeza. Ele não iria voltar, de jeito nenhum, para ver como ela estava. Definitivamente, não”.

Andrew começa a perceber que não consegue ficar muito tempo longe de Poppy e arranja qualquer desculpa apenas para ficar perto dela, conversando e ouvindo suas respostas que poucas pessoas conseguem competir com ele no quesito respostas rápidas e certeiras.  

“Ela riu outra vez chegando mesmo a tombar a cabeça para trás com a gargalhada. Andrew estava enfeitiçado. Já a achava bonita, mas, naquele momento ela transbordava algo muito, muito além da beleza”.

Um cavalheiro a bordo é um livro surpreendente que ao darmos início zarparmos junto com os personagens ouvindo um som de mar, sentindo a brisa no rosto e iniciando uma história que promete, afinal é da Julia Quinn. Andrew e Poppy são personagens inquestionavelmente irritantes, maravilhosos e muito inteligentes que atiçam a curiosidade do leitor para saber mais e aprender sobre questões que geralmente não pensamos. Os dois personagens lidarão com  situações bem complexas e ainda tem o fato de Poppy não saber que Andrew é um Rokesbys. Eu com certeza indico esse livro e já sinto saudades dos meus impetuosos personagens.

“Se fizesse uma pergunta boba talvez ele até risse, mas nunca dela. Andrew ria porque a curiosidade dela o alegrava”.

Resenha|Um marido de faz de conta – Julia Quinn (Os Rokesbys #2)

                                                    Sinopse

um marido de faz de conta, julia quinn, os rokesbys, eu amo ler, beleza de livros, resenhaEnquanto você dormia…

Depois de perder o pai e ficar sabendo que o irmão Thomas foi ferido durante uma batalha nas colônias, Cecilia Harcourt tem duas opções igualmente terríveis: se mudar para a casa de uma tia solteira ou se casar com um primo vigarista. Então ela cruza o Atlântico, determinada a cuidar de seu irmão pelo tempo que for necessário. Só que, após uma semana sem conseguir localizá-lo, ela acaba encontrando seu melhor amigo, o lindo oficial Edward Rokesby. Ele está inconsciente, precisando desesperadamente de cuidados, e Cecilia promete salvar a vida desse soldado, mesmo que para permanecer ao lado dele precise contar uma pequena mentira…

Eu disse a todos que era sua esposa.

Quando Edward recobra a consciência, não entende nada. A pancada na cabeça o fez esquecer tudo que aconteceu nos últimos três meses, mas ele certamente se lembraria de ter se casado. Apesar de saber que Cecilia Harcourt é irmã de Thomas, eles nunca foram apresentados. Mas, já que todo mundo a trata como esposa dele, deve ser verdade.

Quem dera fosse verdade…

Cecilia coloca o próprio futuro em risco ao se entregar completamente ao homem que ama. Mas quando a verdade vem à tona, Edward talvez também tenha algumas surpresas para a nova Sra. Rokesby.


Olá leitores maravilhosos! Tudo beleza com vocês?

Eu terminei esse livro tão rápido de tamanha ansiedade que eu fiquei apenas de saber da sinopse dessa história tão, mas tão linda. Um marido de faz de conta é o segundo livro da trilogia lançada até no momento, chamada Os Rokesbys. Quando eu li essa sinopse fiquei louca e pensei: Eu preciso, necessito, não consigo viver sem ler esse livro kkkk. Então vamos ver o que eu achei!

Edward fica hospitalizado e inconsciente após sofrer um grave ferimento em uma de suas missões que presta para a coroa. Ele não sabe o que aconteceu nos últimos três meses, não tem ideia, ele simplesmente perdeu a memória de tudo que aconteceu, inclusive com sua missão. Agora imaginem só, você acordar e descobrir que está casado!

“Cecília tivera três dias para imaginar o que Edward Rokesby poderia dizer quando enfim despertasse. Tinha pensado em várias possibilidades, das quais a mais provável era: “Quem diabo é você?”

Tudo o que Cecília queria mesmo era encontrar o seu irmão Thomas, aquele que era melhor amigo de Edward e que passava por tantas missões, assim como ele. Se para encontrar seu irmão será preciso dizer que é casada com Edward é exatamente isso que ela vai fazer. Ela só não imaginava que ele fosse perder a memória e acreditasse piamente que ela era casada com ele.

Os dois apesar de não se conhecerem pessoalmente, já trocaram algumas frases em cartas que o próprio irmão Thomas enviava para a irmã. Ele já tinha certo interesse pela moça apesar de nada ter sido dito, então porque estranhar Cecília quando ela diz que eles se casaram né.

“Ela o encarou com uma expressão sábia e pesarosa, e Edward quase sentiu o mesmo. Havia algo nos ohos dela- a cor, o brilho…-que, quando encontrava os dele, o fazia perder o fôlego”.

A autora alterna a história para o ponto de vista de Cecília e Edward, então conseguimos saber exatamente o que o outro está pensando. Os dois procuram Thomas e ao decorrer da história eu pensei que Thomas só queria juntar os dois, o seu melhor amigo com sua irmã, e eu acharia isso perfeito, mas não foi bem isso que Julia Quinn preparou para nós e foi justamente essa parte que eu considerei negativa.

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Cecília fica com medo da reação de Edward ao descobrir que ela mentiu para ele, mas o que ela nunca imaginaria é que ele também tinha uma carta na manga, e quando menos imaginasse seria lançada sobre ela. Os dois personagens nos tiram do sério ao decorrer da leitura e tudo que queremos é gritar para eles contarem a verdade um para o outro, casarem, ter um bando de filhos e serem felizes para sempre.

“E então, naquele instante, ele sentiu como se tivesse voltado a ser um garotinho, olhando para a inda menina do outro lado do salão, aquela que ninguém tinha coragem de abordar. Era ridículo, uma loucura descabida”.

Eu amei esse livro e super recomendo, assim como eu disse na resenha do livro anterior “uma dama fora dos padrões”, a autora já chega com tudo, sem enrolação e logo início você é transportado para outra época, outra vida e quando termina e volta para a terra se estranha com o seu próprio espaço tamanha familiaridade que tinha sentido do outro lado. Cecília e Edward são dois personagens lindos que com toda certeza era para ficarem juntos, mas não de uma maneira tradicional e sim de uma maneira mais complexa, começando por um marido de faz de conta.

” A guerra só era suportável por causa da amizade e da certeza de que havia pelo menos uma outra pessoa ali que valorizava a vida dele tanto quanto a própria vida”.