Resenha|O telefonema que não fiz – Jonas Zair Vendrame

Sinopse

o telefonema que eu não fiz

Júlia era uma mulher bonita e de vida intensa, considerava-se imatura e gostava disso, apesar de seus 26 anos.
“O futuro não importa, somente viver o momento é a prioridade.”

Ao deixar de executar uma simples tarefa em seu trabalho para poder curtir o final de semana, tudo muda.
Não esperava que aquela negligência fosse ter consequências desastrosas, capazes de mudar a vida de muitas pessoas e principalmente a dela para sempre.

Suas tentativas de reparo agravam os problemas, até que a culpa começa a pesar demais e destruir seu psicológico.
Um telefonema não feito, um erro, uma vida toda a se pagar.


O telefonema que não fiz é um livro que nos faz refletir sobre tudo, principalmente sobre como estamos levando nossas vidas. O que nós estamos fazendo com o nosso tempo? O que nós poderíamos fazer de diferente para nos tornarmos pessoas melhores? Júlia é uma pessoa que logo no início percebemos que é bem egocêntrica, irresponsável e fútil em algumas ocasiões e quando deixa de executar uma tarefa que ela percebe que cometeu o maior erro da sua vida.

Ela trabalha em um Hospital como atendente de um setor interno e precisa realizar sempre algumas ligações para o setor de marketing, para um sócio, deixar alguns recados (esse tipo de coisa)… Esse era o seu trabalho, e no dia que sua chefe solicitou que ela ficasse após o seu horário e realizasse uma simples tarefa, ela comete o erro de não ligar para a pessoa da ultima ficha das cinco entregue e sua vida muda drasticamente.

“O erro de não ter feito a ligação naquele dia foi consequência de escolhas ruins dos últimos anos. O mal atrai o mal”. 

Após uma discussão com o namorado tudo que Júlia fez foi guardar a última ficha e partir para a festinha na casa de uma prima. Sua vida era assim rodeada de amigas e festas até a madrugada que fazia dela ser uma pessoa super feliz, claro, na opinião dela. Quando dias depois Júlia verifica aquela ficha onde não fez a chamada, ela percebe que cometeu um imenso erro, e esse erro causou uma imensa tragédia.

“Está na hora de amadurecer, tenho que assumir meus erros, reparar os danos que eu causei”.

Enquanto eu lia esse livro, eu me perguntava o que faria na situação dela. Eu me coloquei no lugar dela e percebi que não teria ideia do que fazer para remediar o que aconteceu pois foi algo que fica marcado permanentemente na vida de uma pessoa. Você fica desnorteado. Júlia é uma personagem determinada a diminuir sua culpa e quem sabe receber perdão. Mesmo que seja uma ínfima possibilidade, já é algo ao qual se pode agarrar.

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Um livro que mostra que um simples gesto ou atitude pode transformar o dia de uma pessoa que não está bem e ressalta a importância de aproveitarmos o nosso tempo e saber realizar as melhores escolhas, decisões e, infelizmente, contar nos dedos os amigos verdadeiros que estão presentes nos momentos mais vulneráveis de nossas vidas.

“Claro quem fez o grande erro no final das contas fui eu, mas se não tivesse sido tão fútil nos últimos anos, talvez tivesse atraído coisas positivas. E nunca teria feito o que fiz”.

Uma questão importantíssima retratada no livro é sobre a doação de órgãos humanos e o fato de sabermos que ajudando nisso, podemos salvar uma vida que pode fazer uma diferença no mundo e quem sabe, tornando um lugar melhor. Eu ficaria feliz sabendo que contribui com isso. 

Um final estupendo com uma reviravolta de tirar o fôlego e que nos mostra que todas as nossas decisões sejam boas ou ruins, no fim tem uma consequência e absolutamente nada acontece por acaso. Você sente todo o desespero e aflição de Júlia e isso que torna a história mais emocionante e real. Até minha mãe sentia isso quando eu li para ela. Leia e depois me diga o que você faria. Recomendo.

“Sofremos pelo que não temos ao invés de valorizarmos o que possuímos”.

Resenha|Codinome Lady V (Os Sedutores de Havisham #1) – Lorraine Heath

Sinopse

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Cansada de rejeitar pretendentes interessados apenas em seu dote escandalosamente vultoso, Minerva Dodger decide que é melhor ser uma solteirona do que se tornar a esposa de alguém que só quer seu dinheiro. No entanto, ela não está disposta a morrer sem conhecer os prazeres de uma noite de núpcias e, assim, decide ir ao Clube Nightingale, um misterioso lugar que permite que as mulheres tenham um amante sem manchar sua reputação.

Protegida por uma máscara e pelo codinome Lady V, Minerva mal consegue acreditar que despertou o desejo de um dos mais cobiçados cavalheiros da sociedade londrina, o Duque de Ashebury. E acredita menos ainda quando ele começa a cortejá-la fora do clube. Por mais que ele seja tudo o que ela sempre sonhou, Minerva não pode correr o risco de ele descobrir sua identidade, e não vai tolerar outro caçador de fortunas.

Depois de uma noite de amor com Lady V, Ashe não consegue tirar da cabeça aquela mulher de máscara branca, belas pernas e língua afiada. Mesmo sem saber quem ela é, o duque nunca tinha ficado tão fascinado por nenhuma outra mulher antes.

Mas agora, à beira da falência, ele precisa arranjar muito dinheiro, e rápido. Sua única saída é se casar com alguma jovem que tenha um belo dote, e sua aposta mais certeira é a Srta. Dodger, a megera solteirona que tem fama de espantar todos os seus pretendentes.


Oi gente! Tudo beleza com vocês? Eu finalizei a leitura desse livro e aproveitei para ler o segundo livro da série e já posto resenha dele. Codinome Lady V é um romance onde Minerva Dodger está cansada dos caçadores de dotes, então decide fazer algo muito perigoso, algo que uma dama jamais faria. Ela decide passar uma noite com um cavalheiro em um clube chamado Nightingale. Um clube que ao entrar promete satisfazer todos os seus desejos.

Geralmente as pessoas que vão a esse clube são mulheres casadas que já não aguentam os seus maridos, e para que a reputação não seja comprometida, todas as mulheres vão mascaradas e os homens vão normal mesmo, até porque as mulheres precisam reconhecê-los.

“O que se desejava era um parceiro de cama. Ashe gostava da honestidade do local, e esse era o motivo pelo qual ele parava ali com frequência quando estava em Londres. Nada de fingimento, joguinhos ou falsidade”.

Foi aí que Ashe viu uma mulher mascarada que o deixou hipnotizado, curioso e mesmo as regras do clube sendo clara no quesito de que as mulheres vão até os homens, ele se viu decidido indo até ela. Com a pouca iluminação do local é difícil ver exatamente o tom do cabelo da pessoa, essas coisas, então diríamos que seria quase impossível reconhecer a mulher sem a máscara.

Utilizando o codinome de Lady V, Minerva conhece o local que tanto é comentando no cantinho dos salões de baile. E para quem não entendeu, esse Lady V é de virgem, isso leitores, ela é doida, entrou em um local que não tem as melhores das reputações e ainda pretende perder a virgindade nele.

“Afinal ela tinha ido até aquele lugar para perder a virgindade de um modo que não deixaria arrependimentos. E deitar-se como duque de Ashebury seria uma experiência inesquecível”.

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O fato da Lady V ser virgem vai fazer com que o Duque de Ashebury não tire a honra dela enfatizando o quanto é importante ela fazer isso com alguém que ame. Sim, o que o Duque não sabe é que Minerva não vai desistir tão fácil e volta novamente aquele clube. Só que dessa vez, Ashebury está mais do que disposto a ajudá-la nesse quesito.

Durante a leitura nós começamos a perceber que o Duque possui sérias dúvidas de que talvez  a mulher que não sai dos seus pensamentos seja justamente Minerva Dodger, a mulher que afasta todos os pretendentes quando percebe o imediato interesse no seu exorbitante dote.

“Uma mulher que sabia o que queria, ousada, corajosa e franca. Bem, talvez nem tão franca. Ela queria revelar sua identidade. Mas por mais que desejasse que ela se identificasse, Ashe compreendia sua hesitação”.

A situação entre eles se complica quando Ashe descobre que suas finanças não estavam indo bem como ele imaginava. Ao contrário, ele começa a perceber que está praticamente falido. Em meio a essa situação que ele se vê exatamente da maneira que Minerva jamais poderia aceitá-lo, sendo um caçador de dotes.

Codinome Lady V mostra Minerva que mesmo com seu escandaloso dote não procura apenas um marido mas sim o grande amor da sua vida. A única coisa que me incomodou foi a insegurança de Minerva o que muita das vezes me deixou de cabelo em pé, mas não impede que seja um romance que prende a atenção do leitor do início até o final e que sem dúvidas vai tirar seu fôlego.

É claro que eu recomendo, que venha o próximo livro.

“Ashe não podia ficar com lady V e Minerva Dodger. Ele teria de escolher uma delas”.

Por que você ler?|Beleza de Livros

Galera!!! Esse é o primeiro post do blog e sobre o que eu vou falar?
O porque que eu leio..
     Ler é algo maravilhoso, quando as pessoas falam que viajam lendo, acredite, eu também viajo lendo, a partir do momento que abro o livro e leio o primeiro parágrafo.
     É bastante interessante como pequenas letras juntas, pode transformar vidas, para algumas pessoas são apenas letras e não significam nada. Porque? Nunca permitiu ser envolvida pelos livros, a pessoa tem o livre arbítrio para escolher qualquer livro para ler, mais opta por assistir a uma série, um filme, sair, fazer qualquer coisa, menos ler.
     Ler nos ajuda a entender melhor outras vidas, então você se pergunta, como? Nos ajuda a sentir empatia pelo próximo ao ponto da gente sentir na pele o que o personagem está vivendo, também nos ajuda a rir de algo engraçado que poderia acontecer conosco, faz chorar de emoção com um relacionamento que persistiu até o fim ou nos faz chorar de tristeza, quando alguém morre por causa de uma doença terminal.
     Tudo que foi supracitado são coisas que podem acontecer na vida real e quando você ler, acompanha tudo que a personagem sente, faz, pensa, é como se você fosse o personagem… Loucura né… mais é assim que funciona.
     Quando abrimos as janelas dos nossos corações para os livros, não conseguimos mais fechar, pois é tanto sentimento e emoção que ás vezes não cabe no peito. O universo dos livros é simplesmente belo, uma oportunidade que você dar ao livro pode dar mudar muita coisa ou talvez não, mais de alguma forma muda o seu conceito de pensar, acrescenta o seu “repertório”.
     É isso… Não são apenas livros, são vidas que estão parados na estante empoeirados devido ao tempo, ou  na livraria, biblioteca…Esperando você para viajar naquelas letrinhas e entender que eles sempre estão ali esperando o seu tempo,  você que decide dar uma chance ou não.